Uns poucos seguiam o bom exemplo dos melhores roqueiros ingleses e norte-americanos, pesquisando as raízes de sua própria terra. Lobão e Cazuza foram os primeiros de sua geração a incorporarem elementos de samba e bossa nova ao rock brasileiro. O Plebe Rude usaria o ritmo do baião em hits como "A Minha Renda". Outros já citados, como Raimundos, Mundo Livre S.A. e Chico Science, não hesitariam em assumir influência da música norte-nordestina (os dois últimos grupos atendem também por mangue-beat). Finalmente o rock brasileiro afirmava-se não só como música, mas também como estilo de fazer música e mesmo de viver.
Tal como os Mutantes já haviam afirmado no início dos anos 70: "Se a gente fizer um LP só de samba, será um LP pop, porque nós somos músicos pop." Não podemos esquecer que nos anos 80, tanto no Brasil como lá fora, a mulher deixou de ser apenas cantora, compositora ou mera figura decorativa e símbolo sexual, afirmando-se de vez como plenamente igual ao verdadeiro sexo frágil, ou seja, o homem. Rita Lee e Lucinha Turnbull deixaram de ser exceções. Marina, as Mercenárias, Vange Leonel e Tetê Espíndola foram apenas algumas que se revelaram capazes de ser instrumentistas, arranjadoras e tudo que até então fosse considerado "coisa de macho". Tal integração sexual consolidaria-se nos anos 90 com Cássia Eller, Fernanda Abreu (ex-Blitz), sua xará Fernanda Takai (do Pato Fu) e outras ilustres damas. Tweet E os anos 90 têm sido uma época de extrema diversidade para o pop-rock. O grupo mineiro Pato Fu mistura technopop, música caipira e Mutantes. Marisa Monte revelou-se a rainha das cantoras ecléticas, misturando rock, jazz, samba, chorinho e tudo o mais. Arnaldo Antunes, ex-Titãs, continua sua fusão de rock, MPB e poesia concreta. O Graforréia Xilarmônica tempera jovem guarda com guitarras à moda de Steve Vai. Os Paralamas unem o rock ao reggae, rap e música baiana. Esses são apenas quatro exemplos de um cenário amplamente variado. Você acaba de ler uma finalização formal para uma história que tentamos resumir e que, além de já bem longa, não tem fim: a história do rock brasileiro. Pois então, será que não existe rock brasileiro? Textos
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