100 ANOS DE MÚSICA
A jovem guarda




A 22 de agosto de 1965, inaugurou-se o movimento cultural & comercial batizado Jovem Guarda pelo publicitário Carlito Maia (que cerca de quinze anos depois divulgaria outro grande ídolo popular, Luís Inácio Lula da Silva).

Seguindo o exemplo dos "cultos" a Elvis e aos Beatles, a jovem guarda divulgava não somente música, mas também programas de televisão, revistas, filmes, chaveiros, vestuário, gíria e todos os subprodutos correlatos. Musicalmente, o estilo jovem guarda, também chamado de "iê-iê-iê"por influência do "yeah, yeah, yeah" de vários hits dos Beatles e seus imitadores, pode ser resumido como uma mistura de pop-rock europeu, twist, bossa-nova e até marchinha.

Mais tarde, em 1969, Roberto Carlos, o grande ídolo da jovem guarda, abandona o estilo. Vários cantores, como Paulo Sérgio, Amado Batista e Sidney Magal, imitaram a musicalidade da JG de forma mais estilizada, ou melhor, estereotipada e simplificada. Com letras mais emocionadas e diretas, constituindo o gênero conhecido pelo nome não muito politicamente correto de "música para empregadas", no início dos anos 80, como "brega".

Muitos artistas, como Raul Seixas nos anos 70, o Língua de Trapo nos 80 e Falcão nos 90, sobrelevariam o brega com letras inteligentes e satíricas. A maior objeção que críticos da época e revisionistas de hoje fazem à jovem guarda é sua "ingenuidade" e "alienação", ou seja, as letras só falavam de amor, dança e "brasa, mora", distanciadas dos problemas da juventude e do próprio país. A desculpa bem plausível para este fato era a situação política brasileira desde 1964, nada democrática.





"Se você quisesse dar outro nome para o rock'n'roll, você poderia chamá-lo de Chuck Berry." John Lennon

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