Albert James Freed, nasceu em 21 de dezembro de 1921, em Johnstown, Pennsylvania, Estados Unidos.
Em 1951, o disc-jockey Alan Freed criou o termo rock’n’roll,
antes utilizado para referir-se ao ato sexual em letras.
Freed teve um importante papel por atrair os jovens brancos para a música feita
pelos negros, lançando nomes em seus programas de rádio e posteriormente com a
promoção de shows ao vivo.
Estes shows chamados de "Rock’n’Roll Jamboree" foram os primeiros a reunir
num mesmo auditório platéias misturadas de jovens negros e brancos,
assim como no palco, onde o que interessava era a música e não a cor dos artistas apresentados.
Este pioneirismo custaria, a longo prazo, a vida de Freed, sempre perseguido. Seus shows traziam
uma novidade que nem ele mesmo imaginava que fosse tão grande, e que transcendia o campo musical.
Era a música da liberdade que os jovens tanto esperavam e, ao se depararem com ela,
demonstravam uma explosão interna através de atos de selvageria, num verdadeiro clima de
êxtase (lado a lado com o suposto inimigo), superando as diferenças raciais.
A destruição dos teatros, cinemas e outros locais escolhidos para os "Jamborees",
uma forma violenta de exteriorização de todos os sentimentos reprimidos, tornou-se o
ponto de partida das perseguições que o rock’n’roll e seu promotor principal sofreriam.
Alan Freed é preso por um suposto envolvimento no pagamento de propinas para execução
de músicas no rádio (o conhecido e frequente jabaculê, o jabá), cujo escândalo ficou
conhecido como "Payola".
Alan Freed morreu em 20 de janeiro de 1965, no hospital de Palm Springs, na miséria.